11 de jan de 2014

Restos de uma amizade










        Esses dias estava fuçando meu computador e achei fotos nossas. Um sorriso brotou em meu rosto ao mesmo tempo que senti uma pontada no coração. Saudades. Nunca fui de me apegar as pessoas, aprendi que elas sempre se vão, mas foi inevitável.

Minha melhor amiga havia mudado de estado seis meses antes e deixado um vazio. Sentia a falta dela, mas algo me dizia que apareceria alguém para "preencher" o espaço deixado por ela. No mês seguinte, você apareceu. Chegou atrasada para aula e sentou-se ao meu lado. Ao final da manhã já havíamos virado amigas. Gostávamos das mesmas bandas e seriados e era tão fácil conversar com você. 

Tinha um sotaque carregado, gargalhada estranha e jeito desajeitado e natural. Vivia na minha casa e minha mãe te detestava. Eu te aceitava assim, e você me aceitava mesmo eu sendo estranhamente calada e meio esquisita. 

E foi assim que viramos melhores amigas em quatro meses. Nesse meio tempo, você se apaixonou por cafajeste e eu, me declarei para o meu melhor amigo - que não gostava de mim. Uma apoiou a outra a superar. Você estava ao meu lado quando algumas pessoas foram maldosas comigo. 

Parece que foi ontem aquela festa de aniversário, quando dançamos até não poder mais e fizemos revelações malucas. Parece que foi ontem que você disse que tinha que voltar para Recife, prometendo que não iriamos nos afastar e eu fingi acreditar.

Lembro de te ver sofrendo por outro idiota e se destruindo aos poucos, e de como doía não poder fazer algo. E daquela musica que escrevi para você. Aquelas palavras continuam valendo "When nothing is good when there's no hope, no belief / Remember that I'm thinking of you, desiring relief ". Eu continuo aqui, desejando o melhor.

Doeu ver você ficar cada vez mais distante. Tudo que resta é uma conversa mensal na qual dizemos poucas palavras que não dizem nada. Não é possível que seja apenas isso que resta de uma amizade tão pura e bonita como a nossa.

Um comentário:

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