11 de ago de 2013

O eu que você roubou







Talvez esse texto não faça sentido agora, ou nunca vá fazer, mas precisei escrevê-lo.
Você, não outra pessoa, costumava ser minha pessoa favorita no mundo. A única com a qual podia ser eu mesma. Era meu anjo, herói, melhor amigo. Era o sorriso mais bonito do mundo também. 
Eu não lembro de como eu costumava ser antes de você. Eu não sei se a vida costumava ser mais fácil ou se o meu sorriso era mais frequente, mas de uma coisa tenho certeza: eu era outra. 
Você me deu seis meses de felicidade. Mas, como sempre, a vida veio e tirou-me essa felicidade. No caso, a vida tem nome e sobrenome. Não que eu a culpe, sei que ela é tão vitima quanto eu. Nesse momento, tenho muita raiva de você, mas não posso negar: você faz qualquer pessoa sentir-se especial.
Você disse-me palavras sinceras que fizeram eu apaixonar-me por você, e continua a falar palavras doces na tentativa de não machucar-me. Acontece que palavras são o que sempre foram: apenas palavras.
Tentei bloquear os sentimentos, estancar a ferida, mas, caramba, tá doendo muito. Doe em mim saber que não poderia te causar 10% da felicidade que ela te causa. Eu só poderia te dar amor, carinho e uma mente confusa. Sou complicada, sempre serei. Você não precisa disso: posso ver nos seus olhos que já foi muito ferido e tem suas próprias complicações. Outra coisa que atraiu-me em você. Quis tanto cuidar de você, prometi que o faria, mas agora quem precisa de cuidados sou eu. Traga de volta consigo minhas memórias e meu antigo eu que você roubou.

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