7 de mar de 2013

A perfeição da imperfeição







Te odeio, te odeio, te odeio. Mas te odeio tanto que chego a gostar um pouquinho de você.
       Acho que meus sentimentos são confusos, nossos sentimentos. Sou uma bagunça que ninguém pode consertar, nem mesmo você.
       Minha cabeça e meu coração passaram muito tempo sendo confundidos e tenho uma visão de mim mesma que ninguém mais tem. Sequer sei se ela é boa ou ruim.
       O que sei, aprendi com a vida. Aprendi a lutar por meus sonhos e a não ter medo de tê-los. Aprendi que a conviver com a solidão, com a magoa, com a insegurança. Não consigo confiar nas pessoas como antes, mas em você, estranhamente, confiei. Há algo em seu sorriso, meio maroto, meio preguiçoso, que é puro, é sincero.
       Assim como eu, ainda acredita na humanidade. Que tolos, não? 
       Passei muito tempo - oito anos, para ser exata - procurando ser perfeita. Só encontrei mais defeitos. Então, quando finalmente desisto, você aparece, exaltando qualidades minhas que sequer sabia que tinha e pondo de lado meus inúmeros defeitos. 
       Você me trata como se eu fosse perfeita o que me faz pensar: o que exatamente é a perfeição? Acho que somos imperfeitos em nossa essência, mas há algumas pessoas e acoes para as quais somos perfeitos. Assim como, na física, estar parado depende do referencial, a perfeição também. Todos somos perfeitos, eu, você, seus pais e até os tarados da minha rua, da mesma maneira que somos totalmente imperfeitos. E eu gosto disso.

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