28 de fev de 2013

Just Friends








Acho que sou uma tola. Tenho esse sonho um tanto quanto utópico de ser feliz. Sonho, sonho alto, mas quando atinjo o ápice, sou jogada ao chão pelo mundo. A vida é cruel, o mundo é cruel, sempre tentando desfazer suas conquistas, destruir seus sonhos. Mas eu não desisto. Às vezes, hesito após uma decepção, mas minha fé nunca é destruída completamente. Minha fé não só em Deus, mas em mim. Então, volto a sonhar, volto a acreditar nas pessoas, volto a me deixar envolver.
Sei que há um futuro incrível esperando por mim lá fora, se esticar bem o braço, poderei tocá-lo com as pontas dos dedos. Encontrei diversas pessoas que duvidaram de mim, algumas que me inspiraram e poucas que acreditaram no meu potencial. Você foi um dessas poucas, talvez até a principal. Ah, por que eu tenho que ter essa facilidade em me envolver? Sempre admirei essas garotas demoram a se apaixonar e poucas vezes na vida o fazem. Elas se decepcionam menos, vivem mais. Eu sou a boba que passa os sábados à noite se preocupando com você, suas dores de cabeça e qualquer coisa que possa lhe machucar.  Aposto que nem percebe, não é mesmo? Ah, querido, você sabe tanto sobre mim, talvez mais que muitos de meus amigos, mas tão pouco sobre “nós”. Você sabe que, para mim, tal coisa realmente existe? 
Mas não, não me procure se quiser um estepe ou uma amiga colorida. Não sou segunda, terceira, quarta opção. Cansei de ser. Mas, ainda assim, prefiro sua amizade a nada. Talvez ela seja a culpada por tudo. Se não tivéssemos sido amigos antes de sermos qualquer coisa, seus sentimentos não estivessem tão confusos e eu não estivesse comendo chocolate e me perguntando o que será de mim sem seus conselhos otimistas. Quem me suportará no auge de minha chatice? Quem enxugará minhas lagrimas sem sequer saber que elas caem? Eu queria não me importar e não ter ciúmes dos comentários que minhas amigas fazem sobre você, queria não sentir falta de nossas conversas e não ficar me perguntando se está bem. Eu queria te odiar e mandar você ir se ferrar, mas prefiro me ferrar no seu lugar a vê-lo prejudicado.  Eu quero sua felicidade, mesmo que ela seja loira, alta e confiante, mais até do que quero a minha. Loucura, não? Sei que é. Mas o que não é louco quando se trata do coração?

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